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Cheque de R$ 200 mil revela fraude em licitações em prefeitura de MS


Segundo o MPMS, documento liga financeiramente dois investigados que, no papel, deveriam atuar sem vínculos

Cheque de R$ 200 mil é peça-chave em denúncia contra fraudes em prefeitura
Cheque encontrado em casa de empresário e anexado à denúncia. (Foto: Reprodução)

Cheque de R$ 200 mil apreendido na Operação Spotless é uma das provas robustas, segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), contra esquema de fraudes em licitações porque conecta dois personagens centrais do enredo que teria funcionado em Terenos. O título foi emitido pelo empresário Eduardo Schoier e encontrado pelos investigadores na casa de outro suposto membro da quadrilha, Sansão Inácio Rezende. O papel mostra que quem deveria atuar de forma independente mantinha relação financeira direta.

Um cheque de R$ 200 mil, apreendido durante a Operação Spotless, tornou-se evidência crucial em denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul contra esquema de fraudes em licitações na prefeitura de Terenos. O documento, emitido pelo empresário Eduardo Schoier, foi encontrado na residência de Sansão Inácio Rezende. A investigação aponta Schoier como operador financeiro do esquema, que seria chefiado pelo prefeito afastado Henrique Budke. O caso envolve suspeitas de direcionamento de licitações, com evidências de combinação de preços e propostas de cobertura. As defesas negam as acusações de fraudes.

Segundo a acusação, Eduardo Schoier é apontado como peça operacional e financeira do grupo. Por meio da empresa dele, a CONECT Sistemas Elétricos, o empresário recebia e movimentava valores que o MPMS trata como propina, abastecendo a cúpula do esquema que seria chefiado pelo prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke.

Do outro lado está Sansão Inácio Rezende, descrito como empresário beneficiado em certames e vencedor direcionado em procedimentos sob suspeita. Foi na residência dele que os agentes apreenderam o cheque emitido por Schoier.

Para o MPMS, isso materializa o vínculo financeiro entre quem operava o caixa e quem colhia as vitórias em contratos públicos. É o tipo de ligação incompatível com a independência que a lei exige entre licitantes.

O cheque ganha ainda mais peso quando é colocado ao lado de outras frentes de prova. A operação teve prisões e dezenas de buscas que recolheram celulares e processos administrativos. As perícias apontam mensagens sobre combinações de preços e propostas de cobertura. Em paralelo, procedimentos específicos mostram padrões de direcionamento e aditivos suspeitos. O cheque, nesse conjunto, ajuda a fechar o circuito entre conversa, contrato e dinheiro.

Nas investigações de cartel e de fraudes em licitações, segundo o MPMS, houve o chamado rodízio de vencedores. Hoje, uma empresa ‘vence’; amanhã, a outra; e ajustes por fora garantem a compensação. Um pagamento direto entre atores que deveriam competir é visto como pista de que a disputa foi simulada. É aqui que o cheque de R$ 200 mil vira o fio da meada, porque sugere acerto fora do edital.

Cheque de R$ 200 mil é peça-chave em denúncia contra fraudes em prefeitura
Na casa do prefeito, o Gaco aprreendeu R$ 11.315,00 de dinheiro em espécie

Alto padrão do prefeito 

Na casa do prefeito de Terenos, foi apreendido o montante de R$ 11.315,00 de dinheiro em espécie. A denúncia registra que os agentes encontraram um imóvel de alto padrão, luxuoso, guarnecido com móveis planejados, jacuzzi na área de lazer e mobiliário novo e requintado. O Ministério Público destacou que o investimento total na residência  de Henrique Budke girava em torno de R$ 2 milhões

Esse achado é usado na peça acusatória como indício do salto patrimonial incompatível com os rendimentos oficiais do prefeito. O documento lembra que Budke recebia salário líquido médio de R$ 15,6 mil em 2025, após a reeleição, o que não justificaria o padrão de vida ostentado.

Entre 2021 e setembro de 2025, o MPMS acusa o grupo do prefeito de chefiar e integrar uma organização criminosa estruturada, junto com outros empresários, servidores e políticos. O grupo teria dividido tarefas para obter vantagens ilícitas por meio de fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro.

O documento fala em corrupção sistêmica, com promessas e pagamentos reiterados envolvendo 17 licitações, mostrando um esquema de direcionamento, de caráter competitivo fraudado para beneficiar os integrantes.

Em todas as acusações, a defesa garante que os envolvidos não fraudaram qualquer processo em benefício próprio em Terenos.



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