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Senadores de MS gastam R$ 2,2 milhões em dinheiro público em 2025


Levantamento detalha despesas com cotas parlamentares, passagens aéreas e até impulsionamento de redes sociais

Senadores de MS utilizaram mais de R$ 2,2 milhões em dinheiro público em 2025
Tereza Cristina, Soraya Thronicke e Nelsinho Trad, que compõe a bancada de MS no senado (Fotos: Arquivo)

Os três senadores que representam Mato Grosso do Sul no Senado Federal: Nelsinho Trad (PSD), Soraya Thronicke (Podemos) e Tereza Cristina (PP) gastaram, juntos, R$ 2.206.931,65 em recursos públicos durante o ano de 2025. O valor reúne tanto os gastos feitos por meio da CEAP (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar) quanto despesas que não entram nessa cota, como viagens oficiais, pagamento de diárias, envio de correspondências, impulsionamento de conteúdo em redes sociais e aquisição centralizada de passagens aéreas.

Os três senadores de Mato Grosso do Sul utilizaram R$ 2.206.931,65 em recursos públicos durante 2025. O maior volume foi registrado por Nelsinho Trad (PSD), com R$ 994.404,90, seguido por Soraya Thronicke (Podemos), com R$ 786.902,35, e Tereza Cristina (PP), com R$ 425.624,40. Os gastos incluem tanto a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar quanto despesas extras, como viagens oficiais, diárias e correspondências. A principal despesa de Trad foi com divulgação parlamentar, enquanto Thronicke priorizou gastos com locomoção e Tereza Cristina investiu em serviços de apoio parlamentar.

Os dados constam no Sistema de Cotas do Senado Federal e foram atualizados em 5 de janeiro de 2026 pela Secretaria de Finanças, Orçamento e Contabilidade da Casa.

O maior volume de recursos foi utilizado pelo senador Nelsinho Trad, que somou R$ 994.404,90 em despesas ao longo do ano. Desse total, R$ 539.116,67 foram executados por meio da CEAP, mecanismo que permite aos parlamentares custear gastos relacionados ao exercício do mandato.

Senadores de MS utilizaram mais de R$ 2,2 milhões em dinheiro público em 2025

A principal rubrica dentro da cota foi a divulgação da atividade parlamentar, que consumiu R$ 295.289,40, valor que corresponde a mais da metade de tudo o que foi gasto pelo senador dentro da cota parlamentar em 2025. Na sequência aparece a contratação de serviços de apoio ao parlamentar, com R$ 135.286,35, seguida pelo aluguel de imóveis para funcionamento de escritórios políticos, que totalizou R$ 74.158,57. As despesas com passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais chegaram a R$ 32.902,62, enquanto os gastos com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis foram de R$ 429,73. A aquisição de material de consumo somou R$ 1.050,00, e não houve registro de gastos com serviços de segurança privada.

Além da cota parlamentar, Nelsinho Trad teve R$ 455.288,23 em despesas que não são contabilizadas dentro da CEAP. As viagens oficiais, referentes ao pagamento de diárias, representaram R$ 183.350,59. A aquisição de passagens aéreas por meio do contrato centralizado do Senado, previsto na ATC 2/2023, alcançou R$ 162.113,44. O uso dos serviços dos Correios gerou despesa de R$ 69.469,59. Também foram registrados gastos com consumo de material, no valor de R$ 11.658,65, e com cotas destinadas ao impulsionamento de conteúdos em mídias sociais, que somaram R$ 28.695,96. Não houve ressarcimento de passagens.

A senadora Soraya Thronicke aparece em segundo lugar no volume de gastos, com um total de R$ 786.902,35 em 2025. Pela cota parlamentar, foram utilizados R$ 537.590,32. Diferentemente do perfil de gastos de Nelsinho Trad, a principal despesa da senadora dentro da cota foi com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, que alcançou R$ 203.621,48. Em seguida aparece a divulgação da atividade parlamentar, com R$ 149.370,00. O aluguel de imóveis para escritórios políticos custou R$ 112.508,37, enquanto as passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais totalizaram R$ 64.801,24. A aquisição de material de consumo foi de R$ 5.597,83, e a contratação de serviços de apoio ao parlamentar somou R$ 1.691,40. Assim como os demais senadores, Soraya Thronicke não registrou despesas com segurança privada.

Fora da cota parlamentar, a senadora utilizou R$ 249.312,03. A maior parte desse valor corresponde à aquisição de passagens aéreas por meio do contrato centralizado do Senado, que chegou a R$ 189.869,44. As viagens oficiais, com pagamento de diárias, somaram R$ 25.931,43. O uso dos Correios custou R$ 15.623,72. Também houve gastos com consumo de material, no valor de R$ 7.246,62, e com impulsionamento em mídias sociais, que totalizou R$ 10.640,82. Não houve ressarcimento de passagens.

A senadora Tereza Cristina foi a que apresentou o menor volume de despesas entre os três parlamentares sul-mato-grossenses, com um total de R$ 425.624,40 em 2025. Dentro da cota parlamentar, foram utilizados R$ 264.661,52. A principal despesa dentro da cota foi a contratação de serviços de apoio ao parlamentar, que consumiu R$ 169.307,21, respondendo por mais de 60% do total da CEAP da senadora. Em seguida aparecem os gastos com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, que somaram R$ 69.505,42. A divulgação da atividade parlamentar custou R$ 12.500,00. O aluguel de imóveis para escritório político foi de R$ 9.550,41, e a aquisição de material de consumo alcançou R$ 3.798,48. Não houve registro de gastos com passagens aéreas, aquáticas ou terrestres nacionais, nem com serviços de segurança privada.

As despesas de Tereza Cristina fora da cota parlamentar totalizaram R$ 160.962,88. As viagens oficiais, referentes ao pagamento de diárias, chegaram a R$ 38.157,86. O uso dos Correios custou R$ 27.102,64. A aquisição de passagens aéreas por meio do contrato centralizado do Senado somou R$ 70.413,98. Também foram registrados gastos com consumo de material, no valor de R$ 10.865,77, e com impulsionamento em mídias sociais, que alcançou R$ 14.422,63. Assim como os outros dois senadores, não houve ressarcimento de passagens.

Nenhum dos três parlamentares utilizou auxílio-moradia nem ocupou imóvel funcional do Senado ao longo de 2025. As informações divulgadas pelo Senado Federal são atualizadas conforme o recebimento dos dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal). As ordens bancárias referentes ao pagamento de diárias são exibidas após dois dias úteis da emissão, e eventuais cancelamentos passam a constar no sistema após a comunicação oficial ao Senado.

Os valores apresentados dizem respeito exclusivamente às despesas registradas nos sistemas oficiais da Casa e não incluem salários dos parlamentares, vencimentos de servidores efetivos, encargos trabalhistas ou outros custos administrativos do funcionamento do Senado Federal.



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