
O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) protocolou na Câmara dos Deputados um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar irregularidades envolvendo o Banco Master. A proposta integra a estratégia da bancada de oposição para pressionar o Congresso a instalar uma investigação formal sobre o caso.
O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) protocolou requerimento para criar uma CPI na Câmara dos Deputados visando investigar irregularidades no Banco Master. A iniciativa ganhou força após reportagens mencionarem indiretamente o ministro Alexandre de Moraes no contexto das denúncias.A investigação pretende apurar fatos relacionados ao banco e seu controlador, Daniel Vorcaro, após a Operação Compliance Zero revelar supostas fraudes financeiras. O caso resultou na liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central em 2025, gerando prejuízos bilionários a investidores e fundos previdenciários.
O pedido começou a ser articulado em dezembro do ano passado, antes do recesso parlamentar, período em que Pollon iniciou a coleta de assinaturas. O requerimento tramita em conjunto com outro pedido de CPMI apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que defende uma comissão mista, reunindo Câmara e Senado.
A iniciativa ganhou força após a repercussão de reportagens que mencionaram, de forma indireta, a citação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, no contexto das denúncias envolvendo o banco. Diante disso, Pollon interrompeu o recesso para articular ações políticas junto a outros parlamentares da oposição.
A CPI proposta pretende apurar fatos relacionados ao Banco Master e ao seu controlador, Daniel Vorcaro, a partir de informações reveladas pela Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. As investigações apontam para um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo créditos fictícios, manipulação contábil e operações consideradas irregulares, com impacto bilionário.
No dia seguinte à deflagração da operação, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, ao reconhecer a insolvência da instituição e a necessidade de intervenção para proteger o sistema financeiro nacional.
A liquidação, formalizada em novembro de 2025, expôs um rombo bilionário e levantou questionamentos sobre a eficácia da supervisão do Sistema Financeiro Nacional. O colapso atingiu diretamente Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), investidores de varejo, bancos públicos e provocou impacto no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), sendo classificado como um dos maiores episódios de crise financeira da última década.
Com a CPI, os parlamentares defendem a apuração de responsabilidades, a dimensão dos prejuízos e eventuais falhas institucionais, além de subsidiar propostas legislativas para reforçar os mecanismos de controle e fiscalização do sistema financeiro.









