Governador discursou na retomada de sessões e enalteceu parcerias locais e nacionais

A Assembleia Legislativa fez hoje a abertura do ano legislativo e recebeu o governador Eduardo Riedel (PP) e a maioria dos integrantes do primeiro escalão para a primeira sessão do ano. A tradição da revista à tropa de militares precisou ser abreviada diante da chuva forte, com uma passagem no saguão da Casa antes do ato no plenário.
O governador Eduardo Riedel participou da abertura do ano legislativo na Assembleia de Mato Grosso do Sul, onde entregou um balanço dos três anos de gestão. Em seu discurso, destacou a harmonia entre os poderes e as parcerias estabelecidas, incluindo a convergência com o Governo Federal, apesar das diferenças políticas.Durante a prestação de contas, Riedel abordou avanços em diversas áreas, como segurança pública, saúde e desenvolvimento econômico. Destacou investimentos de R$ 4 bilhões em obras e o crescimento de 40% no número de empresas. Em ano eleitoral, o presidente da Assembleia, Gerson Claro, enfatizou que as campanhas não afetarão o ritmo legislativo.
Riedel entregou ao presidente da Casa, Gerson Claro (PP), uma mensagem com balanço do governo e fez um longo discurso com uma prestação de contas dos três anos de mandato. Ele passou pelas várias áreas do Executivo e fez questão de destacar parcerias para a concretização de planos de seu governo.
“Poucas gestões Brasil afora, em diferentes graus, senhor presidente, conseguiram trabalhar com tanta harmonia entre os poderes e um grau elevadíssimo de convergência em torno das causas do Estado, raro atualmente, no país das conflagrações”, comentou, citando que a perspectiva de consenso também prevaleceu com o Governo Federal, embora se trate de campos políticos diferentes, com as articulações pautadas com “sabedoria e imparcialidade em prol da nossa gente”.
Riedel disse que queria compartilhar resultados, sem vaidade de atrair para si as conquistas. “Se é dever de todo governante prestar contas às instituições, ao sul-mato-grossense, esta também é a preciosa oportunidade de olhar um pouco mais adiante do ano que se inicia, quando testemunharemos a maturação de um sem número de projetos que se espalham pela administração pública e se transformarão em entregas às nossas cidades e comunidades, entregues à cidadania. Sem qualquer tentação de apropriação indevida, de mérito ou mesmo vaidade, estou extremamente confortável em celebrá-los um a um, porque sei que eles representam resultados de um executado trabalho coletivo.”
Ele ainda citou que era preciso também reconhecer o esforço dos integrantes da bancada federal pelos recursos conquistados no orçamento da União. Sobre os deputados, o governador citou que foi “uma aliança vigorosa, baseada em um forte senso de realidade”, condição que permitiu ver rumos, corrigi-los quando necessário, “da coragem para mudar, do inconformismo com resultados já conquistados e, portanto, superados e outros que almejamos e ainda estão distantes da realidade, elementos que formam uma base fértil e permeável à ousadia e à inovação.”
Dia a dia do governo- Riedel passou pelas várias pastas do seu governo, que chega ao último ano. Mencionou o volume de drogas apreendidas e resolutividade na investigação de homicídios, com o desafio de reduzir os números da violência contra a mulher. Mencionou a adoção de uma regulação conjunta dos doentes em Campo Grande, onde estão os principais hospitais e há volume considerável de pessoas transferidas do interior. Riedel ainda citou a redução da pobreza, a qualificação profissional, o crescimento em 40% no número de empresas, a elevação da renda média a R$ 3,4 mil, cerca de 400 mil pessoas atingidas por qualificação e a possibilidade de encontrar oportunidades para melhoria da qualidade de vida.
Ele ainda falou sobre o bom resultado das exportações e os investimentos em obras, como moradia e regularização de imóveis. No ano passado, em mais de um momento o Governo pediu autorização da Assembleia para acessar empréstimos para obras. Com uma queda expressiva na arrecadação, por conta da redução da importação do volume de gás natural boliviano pelo Brasil, ele mencionou que não pensou em aumentar alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), optando por “cortar da própria carne.”
As obras deverão somar cerca de R$ 4 bilhões, disse, incluindo duas frentes do Programa MS Ativo, com R$ 1,5 bilhão na primeira e R$ 950 milhões na segunda, priorizando obras de pavimentação; cerca de R$ 700 milhões em obras civis e ainda recursos federais, por meio de emendas e convênios com a União.
Já ao fim, disse que “na posição de grande responsabilidade que carrego de liderar o processo de desenvolvimento desse Estado, aqui estou de coração aberto, partilhando os méritos da governança com cada um destes atores.”
Ano eleitoral – Riedel mencionou que 2026 se trata de um ano eleitoral. Ele deve buscar a reeleição, assim como a maioria dos parlamentares. Quem abordou o tema com mais profundidade foi o presidente da Casa, o último a discursar, citando que as eleições não devem prejudicar os temas da Assembleia, assim como a campanha não deve impactar o ritmo de trabalho legislativo.
Claro mencionou que é natural em período eleitoral a elevação das tensões políticas, mas a casa tem demonstrado maturidade política e vai separar questões políticas das eleitorais, priorizando o foco no interesse público e estabilidade econômica, social e política. Segundo ele, não se deve afastar do que é “mais sagrado”, que é a confiança da população, elemento que permite o desenvolvimento e o planejamento ao Estado e o alcance de mudanças “dentro da normalidade democrática”.
Confira a galeria de imagens:










