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Câmara tem maioria para derrubar veto que barra aumento do IPTU em Campo Grande


Câmara tem maioria para derrubar veto que barra aumento do IPTU
Presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB) (Foto: Izaias Medeiros)

Às vésperas da votação do veto ao projeto de lei que impedia o aumento da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares, com impacto direto no pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), a Câmara Municipal já tem maioria para derrubar a decisão da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP).

A Câmara Municipal de Campo Grande possui maioria favorável para derrubar o veto ao projeto de lei que impede o aumento da Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos e do IPTU. O presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto (PSDB), afirma que poucos parlamentares ainda estão indecisos. O projeto, apresentado pela Mesa Diretora, também prevê o restabelecimento do antigo mapa socioeconômico imobiliário e a devolução de valores pagos pelos contribuintes. A Prefeitura alega que a não manutenção do veto prejudicará a arrecadação e os serviços públicos essenciais da cidade.

Ao Campo Grande News, o presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), afirmou que ainda busca o consenso, mas ficaria surpreso com outro resultado. “Acho que temos poucos vereadores em dúvida ainda, talvez nenhum. Acho que a posição dos colegas está definida e entendo que quem já definiu o voto não muda mais”, disse.

O projeto apresentado pela Mesa Diretora da Casa também previa o restabelecimento de antigo mapa socioeconômico imobiliário, o PSEI, (Perfil Socioeconômico Imobiliário) além da devolução de valores pagos pelos contribuintes com base nas novas classificações.

A votação ocorrerá em meio a um tensionamento entre o Executivo e a Câmara, já que o veto foi publicado menos de 24 horas depois da sessão extraordinária, realizada no dia 12 de janeiro, alegando invasão de competência e criação de despesas.

Para o tucano, essa não será uma decisão fácil para os parlamentares. “A Câmara tem maioria pela derrubada, se reverter será uma surpresa pra mim. Essa é a minha avaliação, mas não posso antecipar votos, ainda mais dos colegas. Cada parlamentar tem a consciência do seu voto e seus motivos também”, apontou.

Desde a publicação do veto, a discussão para barrar o aumento do IPTU continuou com reuniões entre os parlamentares e setores da sociedade, articulação da Prefeitura de Campo Grande para convencer os vereadores a manter a decisão de Adriane e a realização de uma audiência pública, que discutiu tardiamente as mudanças.

“A Prefeitura quer manter o veto, insiste que a não manutenção condenará a cidade, deixando sem arrecadação e inviabilizando os serviços públicos essenciais. O executivo tem mais alguns dias pra trabalhar e tentar reverter”, finalizou.

O Campo Grande News procurou a prefeita Adriane Lopes e segue com espaço aberto para explicações.

Liminar – A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu liminar parcial que freia a parte do reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) 2026 em Campo Grande que estiver acima da inflação e determina que a Prefeitura refaça os boletos do imposto.

De acordo com a decisão do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, em mandado de segurança coletivo movido pela OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul), a Prefeitura tem prazo de até 30 dias para readequar os cálculos e emitir novos boletos.

Até que isso ocorra, ficam suspensos os prazos de vencimento do imposto, que deverão ser redefinidos pelo Município após o cumprimento da decisão. A próxima parcela estava prevista para 10 de fevereiro.

O juiz reconheceu que a correção monetária pelo IPCA-E (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – Especial) de 5,32% é legal e pode ser aplicada por decreto.

O problema, segundo a decisão, está nos aumentos que foram além da inflação, provocados por atualizações cadastrais no perfil dos imóveis, feitas pela Secretaria de Fazenda sem transparência, sem publicação de relatório técnico oficial e sem apresentação prévia à Câmara Municipal, como exige o Código Tributário Municipal.

Pauta da sessão – Além da votação do veto que que suspende os efeitos do Decreto nº 16.402/2025, os vereadores ainda vão discutir o projeto de lei n° 11.823, de 2025, do vereador Rafael Tavares (PL), que veda a utilização de câmeras de videomonitoramento para aplicação de multa de trânsito.

A pauta ainda tem a votação do projeto de lei n° 11.934, de 2025, do vereador Marquinhos Trad (PDT), que prevê regras para a disponibilização dos documentos públicos relativos a contratos administrativos, convênios, acordo e instrumentos congêneres no portal da transparência da Prefeitura.

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