segunda-feira, fevereiro 9, 2026
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Bancada de MS apoia CPI do Banco Master: maiores fraudes financeiras


Dos 11 parlamentares, 10 já assinaram pelo menos um dos quatro pedidos que circulam no Congresso Nacional

Bancada de Mato Grosso do Sul é a favor da CPI do Banco Master
De cima para baixo, da esquerda para a direita: deputados Vander Loubet (PT), Beto Pereira (PSDB), Rodolfo Nogueira (PL), Marcos Pollon (PL), Geraldo Resende (PSDB), Dr. Luiz Ovando (PP), Dagoberto Nogueira (PSDB) e Camila Jara (PT); além dos senadores Nelsinho Trad (PSD), Soraya Thronicke (Podemos) e Tereza Cristina (PP). (Foto: Reprodução)

A maioria da bancada federal de Mato Grosso do Sul defende a criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as fraudes financeiras do Banco Master. Dos 11 deputados federais e senadores, 10 já assinaram pelo menos um dos quatro pedidos que circulam no Congresso Nacional.

A maioria dos parlamentares de Mato Grosso do Sul apoia a criação da CPI para investigar as fraudes financeiras do Banco Master. Dos 11 representantes federais do estado, nove já assinaram pelo menos um dos quatro pedidos em circulação no Congresso Nacional. O Banco Master teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central após verificação de irregularidades nas movimentações e desrespeito às regras do setor bancário. O caso, considerado o maior rombo do setor, envolve cerca de R$ 2 bilhões em investimentos de previdências públicas, com seu proprietário, Daniel Vorcaro, sendo investigado pela Polícia Federal.

De acordo com levantamento do Congresso em Foco, os três sul-mato-grossenses, Nelsinho Trad (PSD), Tereza Cristina (PP) e Soraya Thronicke (Podemos), assinaram o pedido de investigação no Senado. Na Câmara dos Deputados, o requerimento apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) já tem as assinaturas dos deputados Beto Pereira (PSDB), Geraldo Resende (PSDB), Camila Jara (PT), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL).

A maior adesão da bancada sul-mato-grossense é ao pedido da oposição para a criação de CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito). O requerimento do deputado Carlos Jordy (PL) já tem a assinatura dos senadores Nelsinho Trad (PSD), Tereza Cristina (PP), Beto Pereira (PSDB) e dos deputados federais Luiz Ovando (PP), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL).

Segundo o placar do Congresso em Foco, o requerimento de CPMI do PSOL e Rede também tem assinaturas de Mato Grosso do Sul: da senadora Tereza Cristina e do deputado federal Beto Pereira.

Ao Campo Grande News, o senador Nelsinho Trad (PSD) apontou que assinou os requerimentos porque acredita que, mesmo com outras investigações em curso, o trabalho parlamentar é necessário para garantir mais transparência no caso.

O deputado federal Geraldo Resende ressaltou que, apesar do cunho político que as comissões parlamentares de inquérito assumem, a investigação é importante. “Quem não deve, não teme. Sou favorável a todas as investigações para mostrar de onde veio esse rombo, quais os agentes políticos que sempre deram apoio ao [banqueiro Daniel] Vorcaro”, disse.

Para o deputado Rodolfo Nogueira, a abertura da comissão cumpre o papel de expor os fatos. “Defendo que qualquer investigação ocorra com independência, imparcialidade e compromisso com a verdade”, defendeu.

Além de assinar os requerimentos para abertura de CPI e CPMI, o deputado federal Marcos Pollon reforçou a mobilização apresentando mais dois pedidos de investigação parlamentar. “Esse caso é muito mais grave que a Lava Jato. Esse é o maior escândalo que poderia se acometer sobre uma nação, pois os seus protagonistas são membros da mais alta corte”, disse.

Já o deputado federal Dagoberto Nogueira, líder da bancada, mesmo defendendo a investigação, ainda não assinou nenhum dos pedidos. Segundo o tucano, há negociações internas do Congresso para incluir a investigação das fraudes financeiras do Banco Master na CPI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). “Como tem coisas ligadas, pode integrar as investigações. Se for junto com a investigação do INSS, é até melhor porque já tem CPI formada”, explicou.

À reportagem, a assessoria do deputado federal Vander Loubet (PT) informou que hoje irá assinar o requerimento apresentado pela base do governo.

Fraude financeira – O Banco Master teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, que verificou a falta de lastro para as movimentações realizadas. Houve desrespeito a regras de regulação do setor bancário e deficiência no controle de risco, crédito e gestão de capital. O caso é apontado como o maior rombo no setor.

No caso de previdências públicas que investiram em fundos ligados ao banco e não há certeza de recebimento, são cerca de R$ 2 bilhões. Parte dos investidores está conseguindo reaver investimentos até o limite assegurado pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), formado por depósitos dos bancos. O rombo do Master comprometeu metade dessa receita. O dono, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso e agora é investigado pela Polícia Federal.

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