Governador diz que apoiará o senador caso ele seja o candidato do PL à Presidência

Mesmo com o tabuleiro nacional ainda indefinido e a direita em processo de reorganização após a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro da disputa, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), já sinaliza de forma clara para onde tende a caminhar. Em entrevista ao Campo Grande News, Riedel afirmou que deve apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) caso ele seja confirmado como candidato do partido à Presidência da República.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), sinalizou apoio à possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A declaração foi feita durante entrevista ao Campo Grande News, representando um importante movimento político no cenário nacional. A articulação em Mato Grosso do Sul já começou, liderada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL. O estado, governado por uma coalizão de centro-direita, busca formar um palanque estruturado para as eleições, enquanto outros nomes como Eduardo Leite, Ratinho Junior e Ronaldo Caiado também surgem como possíveis candidatos pelo PSD.
O gesto tem peso político relevante. Além de comandar um dos estados governados por uma coalizão de centro-direita, Riedel é hoje uma das principais lideranças regionais do campo conservador, com influência sobre prefeitos, deputados e partidos aliados. Seu apoio antecipa a montagem de um palanque estruturado no Centro-Oeste e reforça a estratégia do bolsonarismo de não ficar isolado apenas em torno da família, mas buscar sustentação institucional nos estados.
“Na verdade, vai ter mais do que um candidato desse espectro de centro à direita. E a gente aqui vai estar apoiando, se for o Flávio o candidato do PL, a gente está apoiando a candidatura dele”, afirmou o governador.
Com Jair Bolsonaro fora da corrida eleitoral, o senador foi oficializado como pré-candidato em dezembro do ano passado. O anúncio ocorreu após um encontro com o pai, então preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, episódio que marcou simbolicamente a transição de protagonismo dentro do grupo bolsonarista.
Desde então, a direita brasileira tenta construir um nome de consenso. A primeira aposta foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que acabou descartando a disputa nacional para focar na reeleição estadual. A saída dele abriu espaço para novas articulações.
Nesse cenário, o PSD surge como alternativa competitiva no campo da centro-direita. O partido, comandado nacionalmente por Gilberto Kassab, articula possíveis candidaturas dos governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Junior (Paraná) e Ronaldo Caiado, que se filiou à legenda em janeiro.
Riedel não fecha portas. Em conversa recente com Kassab, ao lado da senadora Tereza Cristina, o governador deixou claro que acompanha de perto o movimento e que vê com naturalidade a presença de mais de um nome no campo conservador. “Ele tem dito que deve lançar um candidato do PSD, seja Caiado, seja Ratinho, seja Eduardo Leite. E o PSD, se tiver um candidato, vai ser bem-vindo também nesse processo”, afirmou.
Apesar do aceno a Flávio Bolsonaro, o governador pondera que o calendário eleitoral ainda impõe cautela. As definições formais só ocorrem no segundo semestre, durante as convenções partidárias, o que mantém o cenário em aberto.
Palanque em MS
Em Mato Grosso do Sul, a construção do palanque para Flávio Bolsonaro já começou. A articulação é liderada pelo ex-governador e presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, figura central na aliança que sustenta o atual governo estadual.
Nesta terça-feira (10), Reinaldo recebeu o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, para alinhar a estratégia eleitoral tanto para a disputa presidencial quanto para a reeleição de Eduardo Riedel.
A reunião reforça que, mais do que um apoio individual, o bolsonarismo busca em Mato Grosso do Sul um palanque robusto, com base partidária, estrutura política e capilaridade regional — elementos considerados decisivos numa eleição nacional ainda em formação.









